O mercado imobiliário em Portugal voltou a mostrar sinais de dinamismo em abril, impulsionado por uma procura crescente tanto por parte de residentes como de estrangeiros. Apesar da subida das taxas de juro nos últimos meses, a procura por habitação – especialmente nas zonas urbanas de Lisboa, Porto e Algarve – manteve-se firme, com destaque para imóveis prontos a habitar e com boa eficiência energética.
Segundo dados preliminares de plataformas de mediação, os preços continuam em ligeira subida, refletindo a escassez de oferta, principalmente no segmento médio e médio-alto. Em paralelo, o setor da construção enfrenta desafios relacionados com o custo de materiais e a dificuldade em obter licenças de forma célere.
No arrendamento, a pressão é ainda mais acentuada: a oferta continua muito abaixo das necessidades, com os valores das rendas a baterem recordes em várias cidades. Esta tendência tem levado muitos investidores a apostar no arrendamento de longa duração, procurando estabilidade num mercado cada vez mais competitivo.
Com o verão à porta e o turismo a recuperar a todo o gás, o setor antecipa um segundo trimestre marcado por uma procura ainda mais ativa – e um desafio constante: equilibrar acessibilidade com rentabilidade.