Roca Gallery debate “limites” na arquitectura e no design

A plataforma on-line da Roca destinada ao debate e à investigação em arquitectura, design e sustentabilidade apresenta o seu novo tema do mês. Nos artigos semanais, é analisado o conceito de “limites”, a partir de novas perspectivas.

Numa altura em que as fronteiras entre o físico, o geográfico, o social e o cultural estão a mudar, o que nos podem dizer a arquitectura e o design sobre o conceito de “limites”? Esta é a questão central do tema do mês do Roca Gallery, que examina e reavalia os múltiplos significados do conceito numa série de artigos que serão semanalmente publicados na plataforma até o final de Abril.

Por definição, a ideia de limites reside no centro da arquitectura e do design: os limites entre o interior e o exterior, entre o superior e o inferior, entre o público e o privado, entre a construção e a natureza etc. No entanto, como se comprovou na situação extraordinária vivida em 2020, estes limites são cada vez mais dinâmicos e instáveis, convertendo-se em pontos de tensão que definem novas realidades que devem analisadas e tidas em consideração.

Através de uma selecção de artigos elaborados por um painel transdisciplinar de proeminentes arquitectos, designers, urbanistas e académicos, o Roca Gallery explora o modo como os limites afectam e reflectem as estruturas sociais e espaciais de casas, bairros e cidades, com grande impacto na vida quotidiana, nas identidades colectivas e na sociedade em geral.

Entre os artigos já disponíveis, o de Clare Farrow, escritora, consultora e comissária, disseca o impacto da pandemia da Covid-19 nas tendências de design de interiores e na ideia de casa. Já o de Zaida Muxí, arquitecta, académica e urbanista, analisa “Bordas, fronteiras e limites que nem sempre são visíveis” e que geram desigualdades sociais e urbanas, especialmente para as mulheres.

O arquitecto Jorge Arditti, por sua vez, faz uma reflexão sobre a importância de estabelecer limites que possam contribuir para a convivência equilibrada da humanidade e explica como a arquitectura pode ajudar a este propósito, a partir da análise do seu premiado projecto para o Museu Memória e Tolerância, na Cidade do México. O continente americano serve também de pano de fundo para o artigo do arquitecto e gestor cultural Josep Ferrando, que analisa os desafios de trabalhar fora do contexto geográfico e cultural do próprio arquiteto. Em África, o arquitecto Albert Faus defende um novo tipo de arquitetura para conciliar os contrastes do Burkina Faso, onde dirige projectos de construção e desenvolvimento desde 2010.

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