Cineteatro Mangualde vai ser requalificado com projeto de arquitetura do atelier José Lobo Almeida

Cineteatro Mangualde vai ser requalificado com o projeto de arquitetura do atelier José Lobo Almeida. A Câmara de Mangualde, em Viseu, aprovou, em reunião do executivo, o lançamento do concurso público para o projeto de regeneração do antigo Cineteatro Império, sem atividade há várias décadas.

A reabilitação do Cineteatro Império representa um investimento de 3,6 milhões de euros, comparticipados com fundos comunitários no valor de 2,6 milhões de euros, e insere-se no plano estratégico de desenvolvimento urbano do centro histórico de Mangualde.

 Elísio Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, sublinha a importância deste dia: “Esta é uma decisão histórica, porque o Cineteatro Império representa um investimento de referência no concelho e visa dar resposta à atividade social e cultural, desde cinema, música, teatro, dança, entre outros, bem como à atividade municipal e à atividade das várias associações e instituições locais. O Cineteatro voltará a ser uma âncora no desenvolvimento cultural de todo o concelho”. Destacou ainda que “este é um espaço nobre da cidade, construído nos anos 40 por um reconhecido arquiteto, Francisco Keil do Amaral, cuja recuperação era uma ambição há muito desejada por este executivo e por toda a população mangualdense”.

Após esta aprovação, a autarquia pretende o mais breve possível lançar a obra a concurso público. O espaço será dotado de equipamentos de moderna tecnologia, sendo que à sala principal com capacidade de 340 lugares será acrescentada uma sala suplementar no piso superior para ensaios e demais eventos.

Projeto de Arquitetura – Atelier José Lobo Almeida

Da autoria do Arquiteto Francisco Keil do Amaral, o Cineteatro de Mangualde foi construído nos anos 40 e permaneceu em funcionamento durante cerca de 3 décadas.

O abatimento da cobertura da sala por volta de 1993 despoletou uma degradação profunda na construção.

Para além da reabilitação e infraestruturação do edifício, foi também requerida uma nova sala de ensaios, que permitisse dinamizar a utilização do edifício nos períodos diurnos.

O projeto propõe a preservação integral dos espaços de átrio e bar, voltados para a fachada principal.

O corpo da sala é reconfigurado de forma a dilatar as dimensões volumétricas do palco num compromisso com a visibilidade da plateia (agora ligeiramente inclinada) e a bancada (agora unificada).

O novo espaço – a sala de ensaios – surge no desvão da nova cobertura com uma área bastante generosa e usufruindo de uma varanda voltada a Sudoeste.

 A reformulação do edifício anexo (sanitários e camarins), agora com dois pisos, surge na sequência da instalação de um elevador na torre de acessos, no espaço onde originalmente se localizavam grande parte dos sanitários. A sua nova organização vem ainda permitir o circuito técnico desde todos os níveis do palco, com a régie localizada no extremo oposto da sala, que de resto se apropria do seu espaço original.

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