Bienal de Arquitetura de Veneza adiada para 2021

A 17.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, que deveria decorrer entre agosto e novembro deste ano em Itália, foi adiada para 2021.

Com curadoria de Hashim Sarkis, sob o tema “Como vamos viver juntos?”, a 17.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, “que deveria decorrer entre 29 de agosto e 29 de novembro de 2020, foi adiada para 2021, decorrendo entre 22 de maio e 21 de novembro”, de acordo com um comunicado divulgado no ‘site’ oficial da Bienal de Veneza.

“A decisão de adiar a Bienal de Arquitetura para maio de 2021 é um reconhecimento de que é impossível avançar — dentro dos prazos estabelecidos — com a realização de uma exposição tão complexa e mundial, devido à persistência de uma série de dificuldades objetivas causadas pelos efeitos da emergência sanitária em curso”, explica a organização que já antes tinha modificado as datas do evento.

A situação que se vive atualmente em todo o mundo, devido à pandemia da covid-19, “prejudicou decisivamente a realização da exposição na sua totalidade, comprometendo a execução, transporte e presença de obras e, consequentemente, a qualidade da própria mostra”.

“Assim, depois de consultar o curador, Hashim Sarkis, e tendo em consideração os problemas que os arquitetos convidados, os países participantes, as instituições e os eventos colaterais enfrentam, agradecendo a todos pelos esforços até ao momento, a Bienal decidiu adiar a data inaugural da Bienal de Arquitetura para 2021, estendo a sua duração pelos habitais seis meses”, lê-se no comunicado.

Em março, a Bienal de Veneza tinha decidido adiar a inauguração da Bienal de Arquitetura para maio, por causa pandemia da covid-19.

Descrita como “uma complexa exposição internacional, envolvendo arquitetos e instituições de mais de 60 países”, a Bienal de Arquitetura seria, assim, encurtada três meses, passando a realizar-se de 29 de agosto a 29 de novembro, data inicialmente prevista para o encerramento.

Portugal estará presente na 17.ª edição da bienal com o projeto “In Conflict”, do coletivo de arquitetos depA, do Porto, e que pretende responder à pergunta colocada pelo curador sobre “Como vamos viver juntos?”.

O concurso para a escolha da representação portuguesa na 59.ª Bienal de Arte de Veneza, em 2021, deveria abrir em junho, como prevê a Declaração Anual 2020 da Direção-Geral das Artes, divulgada na semana passada.

Segundo o documento, está prevista para junho a abertura “do Programa de Apoio a Projetos para a seleção, através de um concurso limitado, da Representação Oficial Portuguesa na Exposição Internacional de Arte — Bienal de Veneza de 2021″. Este concurso tem uma dotação de 250 mil euros, que serão atribuídos em dois anos, “com 200 mil euros respeitantes a 2020″.

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