Twin Towers reabrem em setembro transformadas em “aldeia empresarial”

Em Sete Rios, pleno centro de Lisboa, está prestes a abrir as portas um novo empreendimento orientado para o segmento empresarial. Em causa está o projeto “Espaço 7 Rios”, que resulta da conversão das galerias comerciais das chamadas Twin Towers (torres gémeas), em 2014 adquiridas pelo The Edge Group. Após um investimento na ordem dos 20 milhões de euros, a nova “aldeia empresarial” vai oferecer cerca de 10.000 metros quadrados de escritórios, com rendas “competitivas” e áreas comuns “simpáticas”. 

“Acreditamos muito naquela localização, é uma zona prime em termos de acessibilidades, tem metro, comboio e autocarros. Estamos absolutamente convencidos de que este será, pelo menos, durante muitos anos, um bom centro empresarial“, diz o presidente executivo do The Edge Group, citado pelo ECO.

O “Espaço 7 Rios”, localizado debaixo dos 300 apartamentos das Twin Towers, além dos escritórios, mantém o ginásio e a clínica que já ali existiam antes da reforma e disponibilizar 370 lugares de estacionamento, uma sala de cinema adaptada para auditório, um espaço comum, dois restaurantes e, possivelmente, outro tipo de “serviços de bairro” como cabeleireiros e floristas.

Ali estará também a funcionar um serviço do LEAP – criado em 2011, quando a holding inaugurou o centro empresarial Espaço Amoreiras, num conceito semelhante, onde estão empresas como a Microsoft, Uber, Farfetch ou até o Facebook.

De forma simples, segundo escreve o jornal, são escritórios com dimensões mais pequenas, que prestam às empresas serviços como limpeza, eletricidade, Internet, receção, etc., ou seja, não há este tipo de preocupações que haveria se estivessem instaladas num edifício de escritórios tradicional.

Outros projetos em carteira do The Edge Group

Além do Espaço 7 Rios e do edifício de escritórios em Matosinhos, o Metropolis, com 110.000 metros quadrados, o The Edge Group conta atualmente com uma dúzia de projetos em carteira, entre os quais o Forte Center, em Carnaxide, que terá uma área de 42.000 metros quadrados e vai implicar um investimento de cerca de 60 milhões de euros.

“A ideia será essencialmente um projeto de escritórios com alguma componente de retalho complementar, não sabemos ainda se terá retalho alimentar”, conclui.

E a holding vai continuando à procura de “pérolas” em Lisboa e Porto. Na lista das compras mais recentes do grupo estão, segundo conta o Dinheiro Vivo, dois edifícios na capital, nas zonas de Alvalade e Areeiro, onde não vão nascer escritórios mas apartamentos para habitação.

No Areeiro, um investimento de 45 milhões de euros dará origem a 300 novas casas. Já em Alvalade, vão nascer 80 apartamentos, fruto de um investimento de 15 milhões de euros. A aposta será em “pequenos apartamentos” destinados a arrendamento de média duração, “de um ou dois anos, para manter alguma flexibilidade”.

Os edifícios terão serviços complementares, como limpeza ou ginásio, “alguns incluídos na renda, outros opcionais”. Ambos os projetos, conta Pinto Basto ao jornal, são “inéditos” em Portugal e vêm dar resposta às necessidades de um mercado “inundado de alojamentos locais”. As obras devem começar no início do próximo ano, assim que estiver concluído o licenciamento.

Na mesma altura deverá arrancar outro projeto do grupo, mais abaixo no mapa. A empresa vai investir 40 milhões de euros num empreendimento de turismo residencial na Comporta, “um destino com pouquíssima oferta”, e espera vender em planta grande parte das 45 villas.

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